“Portanto, não se envergonhe de testemunhar do Senhor, nem de mim, que sou prisioneiro dele, mas suporte comigo os sofrimentos pelo evangelho.” 2Tm 1.8a

29 ug coreia do norte meninos voltando da escola

A segunda epístola de Paulo a Timóteo é bastante desafiadora. O apóstolo, com idade avançada, preso e perto da morte, escreve para seu discípulo e amigo. Não é uma carta de despedida ainda, pois Paulo esperava uma visita em breve, mas deixa importantes recomendações para o jovem pastor.

Ao exortar Timóteo a perseverar e permanecer em tudo o que aprendeu, o autor descreve um pouco do seu sofrimento por causa do evangelho e afirma que o crente não pode esperar outra coisa. A sociedade corrompida dos últimos dias continuará piorando (2Tm 3.1-10,13; 4.3,4), enquanto os cristãos verdadeiramente piedosos serão perseguidos (2Tm 3.12). Essa é, na verdade, uma promessa bíblica para todo cristão verdadeiro: a perseguição (Mt 5.10-12; 24.9-13; Mc 10.29-30; Jo 15.18-21; At 14.19-22; Rm 8.35-37; Tg 1.2-4; 1Pe 4.3,4,12-19). Essa é uma promessa que a gente não quer “tomar posse”, não é mesmo? Mas a verdade é que cristãos obedientes ao Senhor não podem esperar outra reação do mundo, do inimigo e de nossa carne, pois a luz incomoda aqueles que não estão em Cristo (Jo 15.19), as trevas (1Pe 5.8-10) e também nosso velho ser (Gl 5.16,17).

Uma expressão que chama atenção nessa epístola é repetida três vezes (1.8; 2.3; 4.5): suporte comigo os sofrimentos pelo evangelho. O chamado aqui é para suportarmos corajosamente as perseguições, assim como Paulo e todos os crentes piedosos suportam. O Senhor, então, nos convoca a permanecermos firmes nele e na Palavra, que continuemos a testemunhar, sem vergonha e covardia, mas com poder, amor e equilíbrio (2Tm 1.7,8).

Há ainda outro chamado nesse texto. Quando o autor bíblico fala sobre seu próprio testemunho de perseverança, pede que Timóteo não se envergonhe dele, que não o abandone durante esses tempos difíceis e que continue a apoiá-lo. Paulo já havia afirmado algo parecido em 1Co 12.26: “Quando um membro [do corpo] sofre, todos os outros sofrem com ele”. Portanto, a Bíblia nos intima a compartilhar os sofrimentos e apoiarmos uns aos outros. É por isso que entendemos que a convocação de servir aos cristãos perseguidos não é só da Portas Abertas, mas de todo cristão.

A palavra de Deus nos chama a suportar os sofrimentos com a Igreja Perseguida, tanto em disposição de pagar o mesmo preço que eles, quanto em servi-los e abençoá-los. Então, o que podemos fazer na prática para apoiá-los? Nos próximos textos, vamos olhar o que a Bíblia nos orienta, a partir de alguns pedidos que o apóstolo Paulo – um pastor perseguido – faz a nós:

  1. Procure vir logo ao meu encontro 
  2. Traga minha capa
  3. Traga meus livros, especialmente os pergaminhos
  4. Orem por nós