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O que um cristão fiel é capaz de fazer para não negar o nome de Jesus Cristo? Meriam foi até as últimas consequências.

Condenada à morte por apostasia, no Sudão, Meriam Ibrahim só foi libertada pelo governo depois de intensa pressão da comunidade internacional. Em 2014, as autoridades a acusaram de "adultério" por ter se casado com um homem que não era muçulmano. A Anistia Internacional a considerou como "prisioneira de consciência" por ter sido negado a ela a liberdade de religião.

A cristã chegou a dar à luz no corredor da morte e só não foi executada porque tinha o direito de amamentar seu filho durante dois anos. Casos como esses são comuns no Sudão, o 5º país na atual Lista Mundial da Perseguição. Para a nação, aqueles que seguem a Cristo são considerados criminosos. Agora Meriam vive com o marido nos Estados Unidos, mas, recentemente, fez sua primeira viagem ao exterior, com destino ao Parlamento Europeu para falar sobre liberdade religiosa.

Ao ser questionada se pensou em renunciar a sua fé em Cristo, ela respondeu: "Eu e meu marido entendemos que estamos ‘em guerra’ e que devemos continuar lutando. Nós não pensamos em desistir jamais, nós temos que continuar. O que nós cristãos vimos na prisão, no tribunal e em todos os demais lugares, precisa ser falado, a igreja precisa ‘de uma voz’. Há muitas pessoas nas mesmas condições. Se por acaso eu desistisse, eu teria que afirmar o seguinte: ‘Ok, eu sou muçulmana e devo seguir o islã’. E se eu e Daniel quisermos continuar com nosso casamento, ele também terá que se converter ao islã. Então o que aconteceria? Ambos receberíamos as cem chicotadas por que fomos acusados de adultério. Na época, eu teria que esperar na prisão até dar à luz o nosso bebê. E, finalmente, iríamos a um tribunal para ter um casamento islâmico, cumprindo então a lei".

Se Meriam não tivesse sido libertada, após completar dois anos, sua filha Maya (que nasceu na prisão) seria tirada de seus braços e o juiz, não poderia dar a criança a Daniel, o pai, porque o casamento deles foi cancelado pela justiça sudanesa. “Depois disso, nós dois seríamos condenados à morte. Mas eu pensei no assunto na época e eu disse: ‘Se eu morrer, é melhor, pois não posso aceitar mudar a minha vida e a de minha família. O que os meus filhos iriam dizer no futuro? Porque no islã, se os pais são muçulmanos, os filhos precisam crescer como muçulmanos também e não há outra opção”, compartilhou. 

Ela comentou, durante uma entrevista, que a comunidade cristã no Sudão tem enfrentado muita perseguição, começando pela demolição de igrejas e que as manifestações dos líderes cristãos sudaneses não têm sido ouvidas. “Há outras questões sobre falta de liberdade no país, não somente para os cristãos, mas também para os muçulmanos. Ninguém pode falar contra o governo e os jornalistas não têm liberdade de expressão". 

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